Mineradoras de bitcoins de Campo Grande-MS acusadas de pirâmide financeira

Um grande esquema de pirâmides financeiras envolvendo bitcoins foi desarticulado nesta terça-feira em Campo Grande-MS. O juiz David de Oliveira Filho, da 2°Vara de Diretos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, determinou o bloqueio de até R$ 300 milhões em bens de mais de 11 pessoas envolvidas.

O esquema de pirâmide financeira era operado pela Minerworld, que supostamente minerava bitcoins. A Justiça acredita que os investigados atuassem como laranjas, que abriam contas, ou compravam imóveis e veículos. Além da Minerworld, outras empresas também estão sob investigação, são elas: Bitpago Soluções e BitOfertas, sendo esta com sede também na cidade de São Paulo.

CONTINUIDADE

No mês passado o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a operação Lucro Fácil. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Campo Grande e São Paulo.No entanto,  as empresas BitPago e BitOfertas, que também trabalham com moedas virtuais, entraram em investigação. Ao todo, mais de 50 mil pessoas foram vítimas das empresas em todo o Brasil. Somente da BitOfertas, foram bloqueados R$ 1.369.330,71.

De acordo com o Ministério Público, os indivíduos teriam contribuído para a formação de esquema de pirâmide. As participações foram incluídas nos autos do processo, com indicação dando a entender que há envolvimento das pessoas presas.

“[Os suspeitos teriam participado] fosse atuando como fiadores, ou como sócios de fato (laranjas) da Minerworld.  Ou atuando como sócio formal da empresa Bit Pago, como mentores do negócio, organizando redes significativas de participantes no esquema.”, consta na decisão.

No entanto, especialistas afirmam que dificilmente investidores serão ressarcidos. O problema é que a Justiça precisa acelerar as medidas de indisponibilidade de bens dos envolvidos.

juiz David de Oliveira Filho, da 2°Vara de Diretos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande
Juiz David de Oliveira Filho, da 2°Vara de Diretos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande

PEDIDO NEGADO

Antes da nova etapa de investigações a Minerworld solicitou que as investigações entrassem em segredo de justiça. No entanto, o juiz David de Oliveira negou o pedido e deu continuidade às investigações.

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